| MENSAGEM | AUTOR |
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Gostaria de tratar de um tema bastante polêmico na faculdade, principalmente em época de matrícula. Trata-se da fiel observância às listas de scores divulgadas, teoricamente a fim de que se proceda à matrícula no semestre obedecendo-se a ordem decrescente de notas obtidas durante o período acadêmico. Em primeiro lugar, como é de conhecimento público e notório, nem sempre a ordem de classificação é respeitada, havendo alunos, principalmente oriundos da Ucsal e outras faculdades particulares, que, por autorização expressa da faculdade, matriculam-se fora do dia respectivo ao seu semestre, ou, pelo menos, ao seu semestre de equivalência, o que, claramente, fere o princípio da igualdade, prejudicando os colegas que já concluíram o mesmo numero de matérias, ou as matérias equivalentes. Em segundo lugar, como todos os alunos têm direito a se matricular nas matérias oferecidas de acordo com o seu semestre, sendo obrigação da faculdade a abertura de tais vagas, mesmo com lotação esgotada das turmas, ocorre geralmente prejuízo para aqueles alunos que se encontram na zona intermediária dos scores, já que, enquanto aqueles que se encontram no topo da lista conseguem se matricular, esgotando-se, porem, as vagas, os chamados "do bolo" devem se contentar em optar por outras matérias, ou, na melhor das hipóteses, aceitarem ter como professor alguém geralmente repudiado pela maioria, ou seja, desejando se matricular na matéria de seu semestre, têm ferido o seu direito de opção. Esgotadas as duas turmas (geralmente cada matéria obrigatória tem duas turmas), o chamado povo "do fundo", ou seja, aqueles que se encontram baixo na lista de classificação, fazendo-se valer do seu direito de se matricular na matéria constante do currículo aprovado em 2000 como de seu semestre, conseguem se matricular em uma das duas turmas já esgotadas (repita-se: é DIREITO do aluno se matricular em matérias obrigatórias para o seu semestre), geralmente, óbvio, naquela turma em que o professor é mais querido. Como se depreende do exposto até aqui, tal situação ocorre tendo em vista a adaptação do currículo dos ingressos antes de 2000 (ou seja: até 99.2), face ao curriculo dos aprovados a partir de 2000.1, fazendo com que os primeiros, com direito de matrícula precedente aos segundos, ocupem parte das vagas destinadas a estes, e estes, por sua vez, ao se matricularem, ocupem parte das vagas destinadas aos dos semestres anteriores, e assim por diante. Vê-se, portanto, que do jogo chamado Matricula, saem ganhando os do topo da lista, juntamente com os do fim, restando prejudicados aqueles "do bolo", num sistema que deveria zelar pelo máximo de igualdade e justiça possíveis. Um outro fator que tem colaborado para prejudicar os alunos é o fato de haver calculo dos scores sem a inclusão de todas as notas do semestre, fazendo com que uns saiam lesados quando comparados com outros, pois nem todo mundo opta em cursar as mesmas matérias num mesmo semestre. Foi o que ocorreu, por exemplo, com este que ora se dirige aos senhores, no semestre 2002.1, bem como com varios colegas que cursaram a disciplina Direito de Família, ministrada pelo professor Pablo Stolze. Nossas notas não foram consideradas no calculo do score, o que, de certo, causou-nos prejuízo. Mais um fator que tem contribuído para a desigualdade e desconsideração do score obtido, é o fato de alguns alunos, valendo-se de relação de amizade com certos professores, conseguirem vagas em matérias inicialmente com turmas esgotadas, entrando em contato com os mesmos, os quais, por sua vez, autorizam a matrícula do pupilo. Ora, se querem instituir um sistema de matricula amparado na injustiça e desigualdade, em que alunos disputam as vagas como se estivessem num concurso público pra magistratura, que pelo menos o façam obedecendo-se fielmente as regras impostas. Afinal de contas, onde se encontra o princípio da legalidade e moralidade administrativas ?? Por fim, gostaria de salientar que a iniciativa de fazer a chamada PRÉ MATRÍCULA por meio deste site fora excelente, até o ponto em que passamos a notar a desigualdade ocorrida no efetivo ato de matrícula, pelos motivos expostos acima, fazendo com que um sistema inovador, inicialmente prático, |
Nelson Liu Pitanga |
| RESPOSTA | AUTOR |
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Nelson, Os assuntos abordados são extremamente relevantes. Constituiremos uma Comissão para estudar o assunto e levar propostas ao Colegiado. Atenciosamente, |
Celso Castro - Coordenador |