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fonte: UFBA em Pauta, 25/04/07
O Plano de Desenvolvimento da Educação (PDE) foi lançado
oficialmente ontem 24/04. Apesar de conter medidas em
todos os níveis de educação, a prioridade do plano é a
educação básica, que vai do ensino infantil ao médio.
Para o ministro da Educação, Fernando Haddad, um dos
principais pontos do PDE é a fixação de metas de
qualidade nos municípios. "Você fixa o mínimo de
qualidade, estabelece metas, dá apoio técnico, oferece
mais recursos e ao mesmo tempo cobra resultados
expressos na aprendizagem. Porque a escola existe para o
aluno aprender, antes de mais nada. Penso que é o grande
momento do plano", afirmou Haddad. O plano prevê a
criação do Índice de Desenvolvimento da Educação Básica
(IDEB) e apoio às prefeituras que têm os indicadores
educacionais mais baixos. O índice leva em consideração
o rendimento dos alunos, a taxa de repetência e a evasão
escolar. O Ministério da Educação (MEC) vai investir
cerca de R$ 1 bilhão neste ano para atender os
municípios com os piores índices.
Outra novidade do PDE é a implantação da Provinha
Brasil, para avaliar a alfabetização de crianças de 6 a
8 anos. Segundo Haddad, a prova seria semelhante ao
exame Prova Brasil, que é aplicado a alunos de 4ª e 8ª
séries do ensino fundamental. A idéia, de acordo com o
ministro, é avaliar a alfabetização das crianças para
corrigir eventuais problemas a tempo.
O PDE prevê ainda crédito de R$ 600 milhões do Banco
Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES)
para a compra de ônibus e barcos destinados aos
transporte escolar; a realização de Olimpíada de Língua
Portuguesa, no ano que vem, com a participação de
aproximadamente 80 mil escolas e 7 milhões de alunos; e
a informatização de todas as escolas públicas, com
instalação de laboratórios de informática até 2010. O
MEC e o Ministério da Ciência e Tecnologia deverão
lançar também edital, no valor de R$ 75 milhões, para
estimular a produção de conteúdos didáticos digitais.
Uma das principais medidas do plano na educação superior
é ampliar o acesso, com meta de dobrar o número de
vagas, que hoje, segundo o MEC, é de 580 mil. Está
prevista também a articulação entre o Programa de
Financiamento Estudantil (Fies) e o Programa
Universidade Para Todos (ProUni), permitindo o
financiamento de 100% das bolsas parciais do ProUni.
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